sábado, 1 de junho de 2013

Há 30 anos, Flamengo conquistava o tricampeonato brasileiro

Maracanã recebeu mais de 150 mil pessoas no dia 29 de maio de 1983. Público presente teve a honra de ver a primeira despedida de Zico do Flamengo.
 
No dia 29 de maio de 1983, o Flamengo foi ao gramado do Maracanã com o objetivo de ser campeão brasileiro pela terceira vez. A missão, porém, não era fácil, já que o Santos havia vencido a primeira partida, em São Paulo, por 2 a 1. Mas o Rubro-Negro não jogava sozinho; 155.253 pessoas pagaram para entrar no Maior do Mundo naquela tarde. A sinergia entre jogadores e torcedores foi incrível, a equipe liderada por Zico venceu por 3 a 0 e o Mais Querido ampliou sua hegemonia no Brasil.

"Aquele jogo foi muito especial pelo torcedor. Ao chegar no Maracanã, você já via na rua o pessoal com as bandeiras. Nós gostávamos de ver, antes da partida começar, como tava a geral. Do vestiário, já sentia aquela energia toda e pensávamos: "esse é o dia". Sabíamos que precisávamos fazer o resultado logo no início e entramos com tudo para definir o confronto", contou Adílio, que foi titular do Flamengo naquela final.

Aquele 29 de maio foi realmente "o dia". Com apenas 50 segundos de bola rolando, Zico abriu o placar. O que praticamente ninguém sabia, nem mesmo os jogadores do Flamengo, é que aquela partida era a despedida do Galinho. A diretoria rubro-negra já havia negociado o grande craque da equipe com a Udinese, da Itália, mas a negociação tinha que ser mantida em sigilo por questões contratuais.

"Demos a sorte porque, em poucos segundos, o Zico fez 1 a 0. E a gente tinha o sentimento que dava para fazer mais gols. Quando veio o 2 a 0, a torcida vibrou muito e foi incrível. O Santos era muito forte, mas o Carlos Alberto Torres (técnico do Flamengo na época) me deixou com mais liberdade e liberou o Zico também, botando o Helder na marcação. Isso foi fundamental para segurar nosso bom resultado", explicou Adílio.

O dois a zero veio com o lateral Leandro ainda no primeiro tempo. Adílio ainda não havia deixado sua marca, mas era um dos melhores em campo. Estava inspirado, tudo dava certo para ele e jogava com a raça característica de sempre. Tanta vontade merecia uma recompensa; e ela veio no finalzinho do segundo tempo. Foi ele quem fechou a vitória rubro-negra.

"Quando falo desse jogo, me emociono e fico arrepiado. No meu gol, o Robertinho pegou a bola e deu aquele tapa nela pro fundo. Aí pensei: "vou nessa". O Zico puxou dois zagueiros na primeira trave e eu entrei de peixinho. Agradeço até hoje ao Robertinho pelo cruzamento perfeito. Eu me joguei na bola e, depois que a bola entrou, não vi mais nada. Só queria comemorar, foi muita emoção. Primeiro coisa que fiz foi correr para a galera da geral".

A galera da geral, da cadeira e da arquibancada presenciou um dos momentos mais mágicos da história do Flamengo. O público presente é, até hoje, o recorde absoluto da história do Campeonato Brasileiro. Zico despediu-se com um título, o time fez uma das melhores apresentações da década de 80 e o Mais Querido, em quatro anos, conquistou seu quinto troféu de grande expressão.

Fonte: flamengo.com.br

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